TERRITÓRIO DE DESENVOLVIMENTO 4 - Entre Rios

O Território de Desenvolvimento Entre Rios está inserido na Macrorregião Meio-Norte da Bacia do Parnaíba, representando 35% da área total da macrorregião. Com um equivalente a 11% da bacia, configura-se como o terceiro maior Território de Desenvolvimento, atrás apenas dos Territórios Tabuleiros do Alto Parnaíba e Chapada das Mangabeiras.

Características Fisiográficas e Ambientais do Território

Relevo

Terreno plano a suavemente ondulado, com testemunhos tabulares, oscilando a altitude entre 100 e 300 metros.

Hidrografia e recursos hídricos superficiais

Rios Parnaíba, Poti, Canindé, Berlenga e Itapecuru, reservatórios de barragens Lima (393.500 m3, Altos), Beneditinos (4.290.000 m3, Beneditinos), Bezerros (10.059.799 m3, José de Freitas)

Água subterrânea

Principal sistema aqüífero: Poti-Piauí

Temperatura

A temperatura varia anualmente: mínima de 21,6° C, média de 26,7° C e máxima de 32,9° C

Clima

O clima, de acordo com a classificação climática de Koppen, recebe a denominação de Aw’, ou seja, apresenta-se como tropical chuvoso, com precipitações anuais variando de 1.200 a 1.400 mm.

Solo

Os solos, em geral, são arenosos e areno-argilosos de fertilidade natural baixa, porém são considerados apropriados para a agricultura. Classes de solos encontradas: latossolos, areno-quartzosos, podzólico vermelho-amarelo, plintossolo e brunizen avermelhado.

Geologia

O Território é modelado pelas formações Piauí, Itapecuru e Pedra de Fogo.

Unidades de Conservação

Áreas de preservação florestal:

  • Fundação Zoobotânica, Decreto no 1.608, de 05/73, 180 hectares, em Teresina;
  • Parque Municipal da Floresta Fóssil do Rio Poti, Decreto no 2.195, de 8 de janeiro de 1993, 13 hectares, em Teresina.

Recursos minerais

Existência de argila de queima vermelha (cerâmica) em Teresina e José de Freitas, calcário dolomítico em Passagem Franca e José de Freitas. Ocorrência de seixo, areia e pedra.

Vegetação

Território de áreas de matas de cocais, com predominância de babaçuais, ilhas de cerrados por toda a extensão; vegetação de transição entre a caatinga e a floresta equatorial, caracterizado pela presença de árvores de grande porte, que necessitam de umidade considerável, e solo rico em nutrientes em decorrência do processo de decomposição da vegetação.

Características socioeconômicas

Embora seja o Território na Bacia do Parnaíba que melhor apresenta dinâmicas econômicas consolidadas, estruturadas e diversificadas técnica e tecnologicamente, verifica-se uma forte heterogeneidade e assimetria na distribuição regional das estruturas e dos serviços disponíveis, sobretudo ao se analisar a situação do município de Teresina – como capital – e sua relação com os demais municípios.

Verifica-se uma baixa inserção dos municípios e dos Aglomerados na dinâmica econômica regional, seja como fornecedor de matéria-prima e subprodutos, seja na absorção de recursos humanos. Em contrapartida, Teresina fornece recursos humanos e serviços especializados e promove a intermediação de produtos e serviços advindos de outras regiões, cabendo aos municípios, sobretudo aos menores, a condição de consumidores finais. Apesar desses condicionantes, o Território apresenta algumas atividades em expansão ou com tendência a se consolidar.

Quanto à infra-estrutura física, pode-se afirmar que é o Território mais bem estruturado da bacia no que diz respeito ao fornecimento de energia elétrica e abastecimento d’água, embora ainda se verifique precariedade e insuficiência para atender a demanda, principalmente quando se considera a área rural.

Quanto à educação, ao mesmo tempo em que o Território é referência no ensino superior – destacando-se Teresina e Caxias, com universidades federais, estaduais e particulares, proporcionando formação em ciências da saúde, educação, tecnologia, agrárias, ciências humanas e letras –, as condições de acesso ainda são restritas. A fragilidade da qualidade do ensino, os elevados índices de analfabetismo, a repetência e a evasão escolar, o transporte e a merenda inadequados ainda fazem parte da realidade do Território.

Em relação à saúde, verifica-se certa melhoria nas estruturas físicas e na aquisição de equipamentos básicos nas unidades de média complexidade na maioria dos municípios do Território que as possuem. Entretanto, essas estruturas acabam não sendo utilizadas a contento, contribuindo para a baixa resolutividade local, gerando baixa confiabilidade e fazendo com que a população se desloque para o pólo de referência – Teresina.

Degradação ambiental

Os rios Parnaíba e Poti são de fundamental importância para o desenvolvimento do Estado do Piauí, do Maranhão e do Ceará. O abastecimento de água das cidades e a renda de centenas de pessoas são provenientes das águas desses rios. Mas, apesar disso, esses rios vêm passando por um processo de degradação constante. Por várias vezes, o rio Poti fica coberto por plantas aquáticas (aguapés) que se proliferam em função das águas poluídas. Isso causa a morte dos peixes por falta de oxigênio.

Rio Parnaíba em TeresinaO rio Parnaíba, além de receber esgotos urbanos não tratados, está sofrendo um processo rápido de assoreamento, o que faz com que os especialistas da Fundação Rio Parnaíba, instituição com atuação na área de proteção ao meio ambiental, prevejam a intensificação do processo de degradação ambiental de forma irreversível caso não se reverta o quadro impactante a que está submetido. Isso acontece porque as matas ciliares presentes na beira do rio estão sendo queimadas para a instalação de projetos agrícolas mal planejados. Quando a vegetação da margem dos rios é destruída, o barro presente ali não tem como se sustentar e cai no rio. Com o passar dos dias, a correnteza distribui essa areia, que se acumula no fundo da água e torna o rio mais raso dia após dia.

Além de uma ação rápida do governo no sentido de desenvolver políticas públicas para preservar os rios, é preciso se fazer urgentemente o reflorestamento das matas ciliares. São elas que dão a sustentação para que o barro não caia na correnteza. O processo de assoreamento está se tornando cada vez maior.

O governo do Piauí e a Codevasf, com interesse no desenvolvimento sustentável da bacia, estão viabilizando a implantação do Plano de Reflorestamento e Desenvolvimento Florestal da Bacia do Parnaíba, que tem por finalidade recuperar áreas degradadas da bacia.

Teresina: centro de excelência em saúde

Hospital São Marcos em TeresinaA saúde, no município de Teresina, apresenta-se como uma das atividades mais relevantes do Território, não só pela sua importância como política social que repercute e impacta no entorno, mas por se constituir numa dinâmica estratégica com características de arranjo produtivo local.

Em torno da saúde articula-se um conjunto de novas dinâmicas que se retroalimentam, envolvendo variados segmentos econômicos estratégicos – públicos e privados –, tais como produção do conhecimento, serviços especializados, incrementos tecnológicos, hospedagem, transporte, alimentação, medicamentos e turismo de negócios.

Por ser gestão plena e apresentar resolutividade, a rede de saúde em Teresina é referência não só para o Piauí, mas para outros estados da Federação, como Maranhão, Ceará, Pará e Tocantins. O fluxo migratório que se forma sobre esse setor movimenta um volume considerável de recursos financeiros e gera oportunidades de trabalho e renda na capital.

Vale ressaltar que em Teresina os custos de um tratamento médico são inferiores àqueles praticados em outros estados nordestinos, com serviços altamente especializados, como diagnósticos por imagem, cirurgias cardíacas e transplante de órgãos. Apesar do grande desenvolvimento do setor, a medicina de qualidade é predominantemente privada, sendo acessível a uma parcela mínima da população.

Cajucultura: atividade estratégica para a agricultura familiar

Produção de caju no Território de Desenvolvimento 4 - Entre RiosA produção de caju representa uma das principais fontes de renda dos pequenos produtores rurais, tanto pela sua importância econômica e abundância como por ser uma das poucas alternativas de geração de renda, cujo pico de produção coincide com o período da entressafra agrícola.

O caju é composto por 10% de castanha e 90% de pedúnculo. Dessas duas partes, o pedúnculo apresenta a menor percentagem de industrialização. Atualmente seu aproveitamento é estimado em torno de 10% somente, e apenas a amêndoa tem comercialização consolidada em nível internacional. A Europa Indústria de Castanhas Ltda., localizada no município de Altos, exporta amêndoas do Piauí.

De modo geral, a cultura do caju é conduzida em pequenas unidades de produção, com baixos níveis de tecnologia, ou aplicação de insumos e recursos financeiros, características típicas da agricultura familiar. Recentemente, o governo vem incentivando a cajucultura promovendo a distribuição de mudas de cajueiro-anão precoce, por apresentar melhor produtividade e qualidade.

Entre os subprodutos do caju, a cajuína é um produto muito apreciado no Piauí e em outros estados do Nordeste pelo seu sabor característico e pelo aspecto de uma bebida refrescante. Há um grande potencial de exploração de mercado deste produto. Vale ressaltar que a cajuína é normalmente processada de forma artesanal no âmbito familiar. Segundo pesquisadora do CEFET/ PI, a cajuína concentra propriedades medicinais, pois ajuda a prevenir o câncer, doenças degenerativas, protege o DNA de danos e evita a velhice precoce. Com essas descobertas, o produto deverá ganhar mais força no mercado.

Produção sucroalcooleira no Território Entre Rios

Entusiasmados com a política mundial de apoio ao biocombustível, os usineiros brasileiros estão aumentando a área de cultivo da cana-de-açúcar e investindo fortemente na instalação de novas usinas, sendo uma delas no Território Entre Rios.

Plantação de cana-de-açucar no Território de Desenvolvimento 4 - Entre RiosA cana-de-açúcar para produção de álcool e açúcar, vale destacar, não abrange todo o Território Entre Rios, estando mais fortemente concentrada no AG 7, nos municípios de Teresina, José de Freitas, União e Miguel Alves, que, segundo o IBGE, obtiveram juntos a produção anual de 333.975 toneladas em 4.898 ha em 2002.

A usina COMVAP, no município de União, a 30 km de Teresina, desde dezembro de 2002 ampliou sua capacidade de moagem, passando de 280 mil toneladas/ano para 1 milhão toneladas/ano. Entre os fatores que contribuíram para a realização dos investimentos no estado, estão as condições edafoclimáticas favoráveis de disponibilidade de terras e de água, a logística e a viabilidade de exportação, em razão da proximidade com o porto de Itaqui (MA) e dos incentivos fiscais.

Dessa forma, o grupo pretende processar até 2007 1 milhão de toneladas de cana, sendo 800 mil toneladas destinadas à fabricação de açúcar e 200 mil toneladas à produção de álcool. Com esse volume de cana, a produção poderá chegar a 1,6 milhão de sacas de açúcar. Segundo os administradores, essa ampliação será feita sem causar desequilíbrio na atividade agrícola de pequenos produtores da região.

Em contrapartida, sindicalistas e pequenos agricultores desses municípios afirmam que o cultivo da cana-de-açúcar em escala comercial utiliza muito agrotóxico, contamina as lagoas, representando um iminente risco à população. Um outro elemento apontado é a redução de espaços da agricultura familiar tradicional, com o arrendamento de pequenas propriedades, fomentando o fluxo migratório dos agricultores.

Um aspecto relevante dessa atividade é que na época da colheita a economia da região se fortalece, pois cresce o número de empregos diretos e indiretos e o comércio é ativado. Com a nova gestão empresarial na COMVAP, os cortadores de cana já sentem as melhorias nas áreas social e trabalhista. Até o momento não há ação em curso com instituições como o IBAMA e a Procuradoria do Trabalho.

Potencial do turismo de lazer no Território Entre Rios

Palácio de Karnak - Sede do Governo PiauienseUma característica peculiar do Território Entre Rios é a presença de espaços naturais favoráveis à prática do lazer com dimensão turística em praticamente todos os municípios. São diversas as possibilidades encontradas: barragens, açudes, rios e riachos perenes, cachoeiras, trilhas e cenários ecológicos convidativos. O lazer ganha relevância econômica considerável ao se verificar as alternativas encontradas.

Teresina, cidade com cerca de 814 mil habitantes, cuja temperatura média ambiente é bastante elevada na maior parte do ano, e distante do litoral (366 km), estimula a procura por locais próximos, aprazíveis, fora do centro urbano.

Ponte João Luiz Ferreira em Teresina - Ponte MetálicaEm alguns municípios foram construídos estruturas com bares e restaurantes com cardápios de comidas regionais para receber os visitantes. São iniciativas típicas de finais de semana, que em alta temporada chegam a movimentar mais de cem ônibus provenientes de Teresina, gerando renda nessas localidades. Isso ocorre, por exemplo, nos balneários Veneza, em Caxias; Roncador e Portal da Amazônia, em Timon; barragem de Bezerros, em José de Freitas; e barragens de Monsenhor Gil e Beneditinos.

Vale destacar que embora esses espaços funcionem há mais de vinte anos, apresentam necessidade de investimento não só no melhoramento, na ampliação das infra-estruturas existentes e na capacitação de recursos humanos, mas também na construção de novas estruturas que permitam hospedagens em padrões aceitáveis, e outras atividades afins como camping, artesanato e pescaria.

Nessa perspectiva, estimular o desenvolvimento do turismo significa, dentre outros aspectos, dotar os pontos turísticos de boa infra-estrutura, constituída de bares, restaurantes, pousadas, telefone e estradas, e promover estratégias de divulgação na comunidade a fim de se obter melhores resultados.

Aglomerado 7 

ALTO LONGÁ - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º15'04" sul e a uma longitude 42º12'37" oeste, com uma altitude de 170 metros. Sua população pelo censo de 2010 era de 13.646 habitantes, com uma área de 1.737,828 km².

A História de Alto Longá data do início do século XIX quando o Capitão Benedito José de Souza Brito ali fixou residência e situou uma fazenda de gado, a pequena distância do rio Gameleira, junto a um olho d'água que, durante muito tempo, abasteceu a população local. Foi construída uma capela consagrada a Nossa Senhora dos Humildes, tendo o fundador doado, além do patrimônio territorial, muitas cabeças de gado. Em 1870 foi criado o Curato dos Humildes, posteriormente, transformado em Paróquia de Nossa Senhora dos Humildes.

Pela atuação do então Juiz da Comarca de Oeiras - Eneas José Nogueira - a Assembléia Provincial aprovou a elevação do povoado à categoria de vila, cuja instalação se deu em abril de 1877.

Em 1875, existiam no povoado dos Humildes apenas três casas de telha e uma pequena capela. Em janeiro de 1890 a Vila teve o seu nome mudado de Humildes para Alto Longá, em decorrência de sua proximidade das nascentes do rio Longá.

Alto Longá foi extinto em junho de 1931, tendo seu território passado a integrar o Município de Altos até agosto de 1934, quando foi restaurada a sua autonomia administrativa.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Humildes, pela resolução provincial nº 852, de 22 de junho de 1874. Subordinado ao município de Teresina.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Humildes, pela Resolução Provincial nº 891, de 5 de junho de 1875, desmembrado de Teresinha. Sede na vila de Humildes. Constituído do distrito sede. Instalado em 5 de abril de 1877.

Pelo decreto estadual nº 8, de 20 de janeiro de 1890, o município de Humildes passou a denominar-se Alto Longá. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Pelo decreto estadual nº 1279, de 26 de junho de 1931, é extinto o município de Alto Longá, sendo anexado ao município de Altos como simples distrito.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Alto Longá figura no município de Altos.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Alto Longá, pelo decreto estadual nº 1575, de 17 de agosto de 1934, desmembra de Altos.

Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Alto Longá, pelo decreto estadual nº 52, de 29 de março de 1938. Reinstalado em 1° de janeiro de 1939.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constitído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica municipal Humildes para Alto Longá alterado, pelo decreto estadual nº 8, de 20 de janeiro de 1890.

Gentílico: altoense

O município está localizado no Território de Desenvlvimento Entre Rios, na Macrorregião Meio Norte, tendo como limites os municípios de Campo Maior e Coivaras ao norte, ao sul Prata do Piauí, São Miguel do Tapuio e Beneditinos, a leste São João da Serra e Novo Santo Antônio, e a oeste Beneditinos e Coivaras.

ALTOS - é um município brasileiro no estado do Piauí, faz parte da Grande Teresina. Fundado em 1922, tem uma população de 38 822 habitantes numa área total de 957,650 km².

O início do povoamento das terras abrangidas pelo atual Município data de 1800, quando João de Paiva Oliveira, vindo do Ceará, fixou residência em São José dos Altos. Seus descendentes ocuparam os lugares denominados Alto-Franco, Alto da Casa Nova e Alto de João de Paiva, posteriormente, chamados Altos de João de Paiva.

O Cônego Honório José Saraiva, vigário da freguesia de Nossa Senhora do Amparo, de Teresina, a qual Altos de João de Paiva pertencia, foi uma das figuras que muito contribuiu para o desenvolvimento do lugar. Em 1891, o Capitão Francisco Raulino ali se estabeleceu com a primeira loja de tecidos nacionais e estrangeiros e outras mercadorias, iniciando também, a exportação.

Nessa época, o Povoado contava com 9 casas cobertas de palha. Por iniciativa do benemérito Cônego Honório em 1901, foi iniciada a construção da Igreja de São José.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de vila e distrito com a denominação de Altos, pela lei estadual nº 1401, de 18 de julho de 1922, desmembrado dos municípios de Teresina, Campo Maior e Alto Longá. Sede na povoação de São José dos Altos ex-povoados. Constituído do distrito sede. Instalado em 12 de outubro de 1922.

Pela lei estadual nº 1135, de 7 de julho de 1925, é criado o distrito de São Benedito e anexado ao município de Altos.

Pelo decreto nº 1279, de 26 de junho de 1931, o município de Altos adquiriu o extinto município de Alto Longá.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Altos, Alto Longá e São Benedito.

Pelo decreto estadual nº 1575, desmembra do município de Altos os distritos de Alto Longá e São Benedito. Elevado novamente à categoria de município.

Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: altoense

O município é limitado a norte por José de Freitas, a nordeste por Campo Maior, a leste por Coivaras, a sudeste pelo Alto Longá, a sul por Pau D'Arco do Piauí e a oeste por Pau D'Arco do Piauí e por Teresina.

COIVARAS - é uma cidade e um município do estado do Piauí. Localiza-se na macrorregião Meio Norte, no Centro-Norte Piauiense. O município tem 3 811 habitantes e 485,491 km².

Município criado pela lei estadual nº 4477. Coivaras do Piauí foi desmembrado do Município de Altos. A comunicação do município faz-se através de estradas de rodagem com pavimentação em piçarra, ligando-se com os municípios de Altos - 58 km; Campo Maior - 30 km e Alto Longá - 18 km.

A sua principal produção é a extração da cera de carnaúba e tucum. A palha da carnaúba é utilizada na confecção de vassouras.

Na agricultura destaca-se a produção de arroz, em cultura de subsistência. Na pecuária destaca-se a criação de caprinos e ovinos.

Conta o município com energia elétrica, telefone e água canalizada. Duas empresas de ônibus servem ao município: Emp. C. Santos e Emp. Área Leão. A distância de Teresina - Capital do estado é de 98 km.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Coivaras, pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições constitucionais transitórias, da constituição estadual de 5 de outubro de 1989, com o topônimo, área territorial e limites estabelecidos pela lei estadual nº 4477, de 29 de abril de 1992, desmembrado de Altos. Sede no atual distrito de Coivaras ex-povoado de Coivaras. Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1993.

Em divisão territorial datada de 1° de junho de 1995, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: coivarense

O município está localizado no Território de Desenvlvimento Entre Rios, na Macrorregião Meio Norte, e tendo como limites ao norte os municípios de Altos e Campo Maior, ao sul Altos, Alto Longá e Beneditinos, a leste Alto Longá e Campo Maior, e a oeste Altos.

JOSÉ DE FREITAS - Localiza-se a uma latitude 04º45'23" sul e a uma longitude 42º34'32" oeste, estando a uma altitude de 138 metros. Sua população, segundo o censo de 2010, era de 37 085 habitantes.

José de Freitas - Igreja Nossa Senhora do LivramentoAs Primeiras penetrações nas terras do Município foram realizadas pelo português Manoel Carvalho de Almeida, Comissário Geral de Cavalaria que no princípio do século XVIII, edificou, na fazenda Boa Esperança, uma capela dedicada a Nossa Senhora do Livramento. Ao redor da capela desenvolveu-se a povoação e, em 1874, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Livramento e o distrito de Livramento, três anos depois desmembrado do Município de União.

Em 1877, Jacob de Almendra Freitas, Senhor da Casa de São Domingos, regressou de Portugal, trazendo seu irmão, José de Almendra Freitas na qualidade de Procurador da Casa de São Domingos. Residindo na fazenda Havre de Graça, próximo à Capela do Livramento, passou a exercer influência marcante em toda a comunidade e de tal sorte ficou ligado à terra, que seu nome deu origem ao topônimo do Município.

Na luta pela Independência do Brasil o morro localizado na Cidade serviu de acampamento, durante oito dias, às tropas do General português João José da Cunha Fidié, por ocasião da batalha do Jenipapo.

A elevação da Vila à categoria de Cidade, bem como a mudança de sua denominação para José de Freitas, ocorreram em 1924.

Gentílico: freitense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Livramento, pela Resolução Provincial nº 873, de 20 de julho de 1874, subordinado ao município de União.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Livramento pela Resolução Provincial nº 945, de 22 de maio de 1877, desmembrado de União. Sede na atual vila de Livramento. Constituído do distrito União. Na atual vila de Livramento. Constituído do distrito sede. Instalado em 7 de abril de 1878.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Livramento, pela lei estadual nº 1088, de 7 de julho de 1924.

Pelo decreto estadual nº 1186, de 18 de março de 1931, retificado pelo decreto estadual nº 1320, de 27 de novembro de 1931, o município de Livramento passou a denominar-se José de Freitas.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município já denominado José Freitas é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 dezembro de 1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído distrito sede.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica municipal para Livramento para José de Freitas alterado, pelo decreto estadual nº 1186, de 18 de março de 1931, retificado pelo decreto estadual nº 1320, de 27 de novembro de 1931.

Limita-se ao norte com os municípios de Lagoa Alegre, Cabeceiras do Piauí e Campo Maior, ao sul Altos e Teresina, a leste Campo Maior, e a oeste União, Lagoa Alegre e Teresina.

LAGOA ALEGRE - Localiza-se a 99Km de Teresina, latitude 04º30'56" sul e a uma longitude 42º37'29" oeste, estando a uma altitude de 0 metros. Sua população apurada em 2010 era de 8 008 habitantes.

O município está localizado na Macrorregião do Meio-Norte, no Território de Desenvolvimento 4 - Entre Rios, tendo como limites ao norte os municípios de Miguel Alves, União e Cabeceiras do Piauí, ao sul José de Freitas e União, a leste José de Freitas e Cabeceiras do Piauí, e a oeste União e Miguel Alves.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Lagoa Alegre, pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições constitucionais transitórias, da constituição estadual de 5 de outubro de 1989, com área territorial e limites estabelecidos pela lei estadual nº 4477, de 29 de abril de 1992, desmembrado dos municípios de União, Barras e Miguel Alves. Sede no atual distrito de Lagoa Alegre ex-povoado do município de União. Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1993.

Em divisão territorial datada de 1° de junho de 1995, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: lagoa alegrense

 MIGUEL ALVES - A origem e fundação da cidade de Miguel Alves, sabe-se pelos relatos dos primeiros habitantes do lugar, que chamavam de Porto da Lenha, isto porque, a navegação feita no rio Parnaíba, tinha lugares para ancorarem vapores e lanchas, com a finalidade, de venderem mercadorias e serem abastecimentos, para longas viagens, rio à cima, rio abaixo, também pegavam lenhas para combustão das máquinas a vapor.

Em 1839, quando os balaios invadiram o território piauiense, travaram-se combates nos lugares denominados Lagoa do Meio, Remanso do Frade Curral Velho e Matas do Egito, com as forças locais comandadas por Antônio de Souza Mendes, natural do lugar, que conquistou o posto de capitão.

No final do ano de 1845, o cearense Miguel Alves, castigado pela seca que assolou o Ceará que durou de 1844 a 1846, onde provocou a morte do gado e espalhou fome entre os cearenses, nesta seca um saco de farinha de mandioca era trocado por ouro ou prata. Por este motivo Miguel Alves com sua família, constituída por sua esposa e dois filhos chega ao Piauí, construindo residência num morro perto do rio Parnaíba. A vista era muito bonita, por este motivo ele batizou o lugar de Monte Alegre. Desenvolvendo o comércio e o cultivo da terra, produzindo arroz, milho, mandioca, algodão e fumo, especialmente fumo de corada, o qual foi o principal produto da terra por vários anos. Seus descendentes permaneceram no povoado. Em conseqüência de uma das mais graves secas que atingiram todo o nordeste, acontecida em 1877 a 1879. O Ceará, por exemplo, tinha, na época, uma população de 800 mil habitantes. Destes, 120 mil (ou 15%) emigraram para a Amazônia e outras 68 mil pessoas foram para outros estados, principalmente para o estado vizinho, o Piauí.

A seca de 1877, que ficou na memória coletiva, provocou a morte de aproximadamente 800 mil pessoas em todo nordeste (Conforme Diário de Pernambuco, agosto de 1977). Destes muitos migrantes cearenses, fugiram da seca para fixarem suas residências nas propriedades do senhor Miguel Alves que os receberam de braços abertos seus conterrâneos e alguns parentes, tendo em vista a notícia que o lugar era muito fértil, agradável a diversos cultivares. Em lugar previamente determinado pelo proprietário, levantaram suas casas e passaram a trabalhar na agricultura, aproveitando sempre as áreas ribeirinhas, as vazantes e os baixões. Antes da chegada dos migrantes o lugar possuía seis habitantes que era a família de Miguel Alves, e em 1877, devido à migração, o número de moradores cresceu bastante e o lugar passou a ser conhecido como Arraial do Seu Miguel.

Com a vinda desses migrantes, que se espalharam pelas várzeas, matas e campos iniciado o processo de povoamento, surgiram as primeiras fazendas de gado.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Miguel Alves, pela lei estadual nº 636, de 11 de julho de 1911, desmembrado de União. Sede no atual distrito de Miguel Alves ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 24 de maio de 1912.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Miguel Alves, pela lei estadual nº 1088, de 7 de julho de 1924.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gerntílico: miguel-alvense

O município está localizado na Macrorregião do meio-Norte, Território de Desenvolvimento 4 - Entre Rios, tendo como limites os municípios de Porto, Nossa Senhora dos Remédios e o estado do Maranhão ao norte, ao sul com União e Lagoa Alegre, a oeste com o estado do Maranhão e, a leste com Barras, Nossa Senhora dos Remédios e Cabeceiras do Piauí.  

TERESINA - Vista aérea de Teresinaé a capital e o município mais populoso do estado brasileiro do Piauí. Localiza-se no Centro-Norte Piauiense a 366 quilômetros do litoral, sendo, por tanto, a única capital da Região Nordeste que não se localiza às margens do Oceano Atlântico. É a 22ª maior cidade do Brasil, com 814.230 habitantes, sendo a 16ª maior capital de estado no Brasil. Está conurbada com o município maranhense de Timon e, juntos, aglomeram cerca de 953.172 habitantes, e toda a Região Metropolitana da Grande Teresina aglomera mais de 1.135.920 habitantes. A única barreira natural que separa Teresina de Timon é o Rio Parnaíba, o maior rio totalmente nordestino. A cidade representa cerca de 25% da população piauiense e cerca 45% de sua economia, sendo sua região metropolitana 60% do PIB do Piauí.

Hospital São MArcos em TeresinaA cidade é a terceira onde mais acontecem seqüências de descargas elétricas no mundo. Por esta razão, a região recebe a curiosa denominação de "Chapada do Corisco". Destaca-se como um pólo de medicina, recebendo pacientes de vários estados do Nordeste, e por ser a primeira capital planejada do Brasil. Segundo o IPEA, é a terceira capital mais segura do Brasil, perdendo apenas para Natal/RN e Palmas/TO.

Seu lema é a frase "Omnia in Charitate", que significa, em português, "Tudo pela caridade". A cidade é a terra natal de Torquato Neto, poeta do Tropicalismo, e Carlos Castelo Branco, colunista político do Jornal do Brasil.

Teresina não foi a primeira capital do Piauí constituída em 1852, no lugar de Oeiras. A idéia do Conselheiro José Antônio Saraiva de eleger a cidade como capital, foi repudiada pelos oeirenses por muitos anos, e somente depois de muitos convencimentos e justificativas ela começou a ser erguida.

O modelo da cidade, típica do período colonial, assemelha-se a um tabuleiro de xadrez, o que facilita a locomoção. Tem como característica forte as árvores frondosas, e por causa delas Teresina ganhou o título de "cidade verde".

A origem de Teresina é ligada diretamente ao Rio Poti. As margens desse rio havia um povoado, que depois seria elevado à condição de Nova Vila do Poti. Essencialmente formada por pescadores e pequenos comerciantes, era cortada por uma estrada que ligava Oeiras, então capital da Capitania do Piauí, a Parnaíba, um dos mais prósperos centros do estado.

Igreja Nossa Senhora do AmparoUma das primeiras construções de Teresina foi a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, localizada no Centro da Capital, o que mostra a verdadeira devoção religiosa do povo da antiga vila. A cidade já nasceu, ou seja, foi fundada, em 1852, com o objetivo de tornar-se capital do estado do Piauí.

Vale ressaltar que a transferência da capital da Província do Piauí de Oeiras para Teresina realizou-se sob vários protestos da comunidade oeirense, que desejava a todo custo, garantir a permanência da capital naquela cidade.

Contudo, apesar da pressão, o Presidente da Província, José Antônio Saraiva, ardoroso defensor das ideias mudancistas, efetiva a transferência da capital. E em 16 de agosto de 1852, dirige circular a todos os Presidentes de Província do Império comunicando o fato, instituindo-a assim, como nova capital do estado.

O nome da cidade remete a imperatriz Teresa Cristina Maria de Bourbon, que teria intermediado com o imperador Dom Pedro II a idéia de mudança da capital, e em sua homenagem deu-se o nome da cidade, que é algo como o diminutivo de Teresa, no idioma italiano. Tornada capital, Teresina passou por um crescimento bastante acentuado, aumentando de 49 para cerca de 8 mil habitantes em duas décadas. Essa foi a primeira cidade do Brasil construída em traçado geométrico. Ela não nasceu de forma espontânea, mas de modo artificial. Saraiva, pessoalmente, tomou as primeiras providências: planejou tudo, juntamente com o mestre-de-obras português João Isidoro França, com o cuidado de estabelecer logradouros em linhas paralelas, simetricamente dispostas, todas partindo do Rio Parnaíba, rumo ao Rio Poti, principais fontes de água da cidade, até hoje.

No ano de 1860, a nova capital já contava com uma área urbanizada de um quilômetro de extensão na direção norte-sul, com os seguintes confrontos: de um lado o largo do quartel do Batalhão (atual Estádio Lindolfo Monteiro) e do outro o "Barrocão" (atual Avenida José dos Santos e Silva). Na direção leste-oeste o desenvolvimento não ganhou a mesma intensidade. Tomando-se como base o lado do Poti, as ruas findavam a algumas dezenas de metros acima das duas principais praças, a da Constituição, atual Praça Marechal Deodoro da Fonseca (que anteriormente também denominou-se Praça do Palácio e Largo do Amparo), e a do Largo do Saraiva (atualmente Praça Saraiva). Para o lado do Parnaíba, nem todas as ruas chegavam ao rio. A Rua Grande, atual Rua Álvaro Mendes, uma das principais ruas da nova capital teve um papel significante no desenvolvimento da nova cidade.

Teresina é conhecida por Cidade Verde, codinome dado pelo escritor Coelho Neto, em virtude de ter ruas e avenidas entremeadas de árvores. É um Município em fase de crescimento e, atualmente, possui uma área de 1.391 km² e uma população de 814 mil habitantes. É uma das mais prósperas cidades brasileiras, e atualmente destaca-se no setor de eventos, congressos, indústria têxtil e centro médico.

Outros comentam que a criação da capital Teresina teria sido uma medida político-estratégica, sob o fato de que a cidade de Caxias, do estado vizinho do Maranhão, estava ameaçando a hegemonia da região norte do estado do Piauí, tendo então o conselheiro transferido a capital para resolver a questão da centralização no estado.

Teresina foi a primeira capital do Brasil especificamente planejada para substituir outra já existente; as outras são Aracaju (1855), Belo Horizonte (1894), Goiânia (1933), Brasília (1960), e Palmas (1989). Todavia, convém ressaltar, que os núcleos fundacionais das cidades de Salvador (1549), São Luís (1612) e Recife (Mauritsstadt - 1637) também foram projetados. Ainda assim, os traçados de Salvador e Mauritsstadt tinham uma malha reticulada flexível e tais cidades não foram projetadas para substituir outras capitais já existentes.

Gentílico: teresinense.

Formação Administrativa

Prefeitura de Teresina - Palácio da CidadeElevado à categoria de vila e distrito com a denominação de Teresina, pelo decreto de 6 de julho de 1832, desmembrado das antigas vilas de Campo Maior e Valença. Sede na atual vila de Poti. Instalado em 21 de novembro de 1833.

Pela lei provincial nº 140, de 29 de novembro de 1842, transfere a sede da povoação de vila de Poti para Vila Nova de Poti.

Elevado à categoria de capital e cidade com a denominação de Teresina, pela lei provincial nº 315, de 20 de julho de 1852.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Teresina apresenta no seu contorno geográfico a seguinte delimitação: ao norte, limita-se com os Municípios de União e José de Freitas; ao sul, com os Municípios de Palmeirais e Monsenhor Gil; a oeste, com o Estado do Maranhão, e a leste com os Municípios de Altos e Demerval Lobão.

UNIÃO - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 04º35'09" sul e a uma longitude 42º51'51" oeste, estando a uma altitude de 52 metros. O clima do município é tropical e seu bioma segundo dados do IBGE é o Cerrado e Caatinga. O seu relevo são os morros isolados, como o Morro do Urubu e o Morro do Apache Clube. Sua população apurada pelo censo de 2010 foi de 42 654 habitantes. Possui uma área de 1.173,441 km².

Em Princípios do século XIX foi fundada, na margem do rio Parnaíba, a fazenda do Estanhado, e edificada uma capela. Iniciou-se assim, a formação de regular núcleo populacional, que teve rápido desenvolvimento, decorrente da fertilidade das terras da região. Em 1826, o Presidente da Província propôs a criação de uma freguesia na povoação do Estanhado e sua elevação à categoria de Vila, e, não tendo sido aprovada, continuou o povoado como distrito da vila de Campo Maior.

Só em 1853 foi criada a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, sendo o povoado elevado à categoria de Vila, com a denominação de União.

Para a constituição do patrimônio, o Coronel João do Rego Monteiro, Barão de Gurguéla, fez doação de terras marginando o rio Parnaíba. No regime republicano, a Vila foi elevada à categoria de cidade.

União participou da Batalha de Jenipapo, em 1823, a maior luta em terras piauienses pela nossa independência, e da Guerra dos Balaios, quando as forças legais bateram os rebeldes, sob o comando de Ruivo e Pedregulho.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de União, pela resolução provincial nº 348, de 25 de agosto de 1853. Elevado à categoria de vila com a denominação de União, pela resolução provincial nº 362, de 16 de setembro de 1853, ou de 17 de setembro de 1853, desmembrado de Campo Maior. Sede na povoação de Estanhado.

Constituído do distrito sede. Instalado em 23 de outubro de 1854. Elevado em condição de cidade com a denominação de União, pelo decreto estadual nº 1, de 28 de dezembro de 1889.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: unionense.

O município está localizado na macrorregião do Meio Norte, no Território de Desenvolvimento 4 - Entre Rios, tendo como limites os municípios Miguel Alves e Lagoa Alegre ao norte, Teresina, José de Freitas e o estado do Maranhão ao sul, José de Freitas e Lagoa Alegre a leste, e o estado do Maranhão a oeste.

PAU D'ARCO DO PIAUÍ - A população, segundo o censo do IBGE 2010, era de 3 757 habitantes, com uma distância 75 km de Teresina. Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Pau D’Arco do Piauí pela lei estadual nº 4904, de 29 de outubro de 1997, desmembrado de Altos. Sede no atual distrito de Pau D'Arco do Piauí ex-povoado Pau D'Arco. Constituído do distrito sede. Instalado em 1 de janeiro de 2001.

Em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Tem como limites os municípios de Altos ao norte, ao sul Beneditinos, Demerval Lobão e Lagoa do Piauí, a leste Coivaras, e a oeste Teresina e Demerval Lobão. 

Aglomerado 8 

BENEDITINOS - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º27'21" sul e a uma longitude 42º21'37" oeste, estando a uma altitude de 150 metros. Sua população apurada pelo censo de 2010 era de 9 911 habitantes. Possui uma área de 78,580 km².

Uma cidade aconchegante, de um povo hospitaleiro, humilde e acolhedor. Beneditinos possui um espetacular ponto turístico o Açude Beneditinos um verdadeiro mar de água doce.

A semana cultural de beneditinos é realizada no mês de Julho e o festejo da cidade ocorre no período de 22 de Outubro a 1 de Novembro, o Padroeiro da cidade é São Benedito.

Segundo a tradição, um olho d'água, denominado Olho D'Água do Corrente, localizado a noroeste da cidade, constituiu a primeira atração para os moradores que procuravam o local.

Em suas proximidades, teria sido encontrada uma imagem de São Benedito, dando origem ao primitivo nome de Corrente de São Benedito.

A afluência de romeiros a São Benedito fez surgir uma feira, que determinou o incremento do comércio e o rápido desenvolvimento da povoação.

Passou a denominar-se Beneditinos, a partir de 1943.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de São Benedito, pela lei estadual nº 1135, de 7 de julho de 1925, desmembrado de Altos. Sede no atual distrito de Benedito.

Pelo decreto estadual nº 1279, de 26 de junho de 1931, é extinto o município de São Benedito, sendo seu território anexado ao município de Altos, como simples distrito.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, São Benedito, figura como distrito do município de Altos.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de São Benedito, pela decreto estadual nº 1575, de 17 de agosto de 1934, desmembrado de Altos. Constituído do distrito sede.

Em divisão territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede. Reinstalada em 29 de março de 1938.

Pelo decreto-lei estadual nº 754, de 30 de dezembro de 1943, o município de São Benedito passou a denominar-se Beneditinos.

Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica distrital de São Benedito para Beneditinos alterado, pelo decreto estadual nº 1575, de 17 de agosto de 1934.

Gentílico: beneditinense

O município está localizado na Macrorregião do Meio Norte, no Território de Desenvolvimento 4 - Entre Rios, tendo como limites ao norte os municípios de Coivaras e Altos, ao sul Prata do Piauí, São Miguel da Baixa Grande e Passagem Franca do Piauí, a leste Alto Longá e Prata do Piauí, e a oeste Lagoa do Piauí, Monsenhor Gil e Barro Duro.  

CURRALINHOS - Elevado à categoria de município e distrito com a denominação Curralinhos pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições constitucionais transitórias, da constituição estadual de 5 de outubro de 1989, regulamentado pela lei estadual nº 4810, de 14 de dezembro de 1995, desmembrado de Monsenhor Gil, Teresina e Palmeiras. Sede no atual distrito de Curralinhos ex-povoado do município de Monsenhor Gil.

Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1997. Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: Curralinhense

O município está localizado no Território de Desenvolvimento 4 - Entre Rios, tendo como limites ao norte o município de Teresina, ao sul Palmeirais, São Pedro do Piauí e Miguel Leão, a leste Teresina e Monsenhor Gil, e a oeste Palmeirais. 

DEMERVAL LOBÃO - Município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º21'30" sul e a uma longitude 42º40'35" oeste, estando a uma altitude de 112 metros. Sua população, segundo o IBGE em 2010 era de 13 278 habitantes. Faz parte da Grande Teresina.

Possui uma área de 216,205 km². Outrora conhecido como Morrinhos, passou de povoado a cidade recebendo seu topônimo atual em homenagem ao político Demerval Lobão.

Em 1877, foragidos de terrível seca, os irmãos Nazário, Marçol e Rodrigo da Costa Azevedo, procedentes de Novo Oriente, Ceará, chegaram à localidade onde hoje está situada a sede do município. Por edificarem suas casas numa baixada cercada de pequenos morros, o local ficou conhecido pelo nome Morrinhos.

A cerca de dois quilômetros, na localidade Santa Rita, formava-se outra povoação, que contava com comércio mais adiantado e uma feira-livre. Vários moradores, insatisfeitos com a recusa da doação da área onde estavam situadas suas casas e o galpão de feira, retiraram-se para Morrinhos, onde foram prontamente atendidos.

Com a chegada dos novos moradores, foi organizada uma feira nos moldes da que funcionava em Santa Rita. O comércio crescia a tal ponto que o dia 8 de setembro de 1928, em que se deu a transferência da feira de Santa Rita para Morrinhos, foi considerado o marco divisor da história do povoado.

Logo depois, foi construída a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira da cidade, em terras doadas por Benedito Luís de Moraes.

Morrinhos era passagem e parada obrigatória dos comboios que se dirigiam para Teresina. A estrada carroçável, ligando a capital ao sul do estado e, mais tarde, a implantação da maior via de transporte do Piauí, fizeram com que Morrinhos se transformasse em importante pólo de progresso da Grande Teresina.

A lavoura, a pecuária e a extração de babaçu e tucum eram suporte econômico de vulto que o colocava na liderança na região.

Quando elevado à categoria de cidade, em 1963, a denominação foi mudada de Morrinhos para Demerval Lobão, em homenagem ao ilustre advogado e político piauiense, Demerval Lobão Veras, falecido em acidente rodoviário nas proximidades de Morrinhos em campanha política ao governo do estado.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Demerval Lobão, pela lei estadual nº 2553, de 9 de dezembro de 1963, desmembrado de Teresinha. Sede no atual distrito de Demerval Lobão ex-localidade de Morrinho. Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de janeiro de 1967.

Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: morrinhense

Está localizado no Território de Desenvolvimento 4 - Entre Rios, tendo como limites ao norte os municípios de Teresina, ao sul Lagoa do Piauí e Teresina, a leste Altos, Beneditinos e Lagoa do Piauí, e a oeste Teresina. 

LAGOA DO PIAUÍ - Localiza-se a uma latitude 05º24'54" sul e a uma longitude 42º38'36" oeste, estando a uma altitude de 185 metros. Sua população apurada em 2010 era de 3 863 habitantes. Possui uma área de 426,632 km².

Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Lagoa do Piauí, pela lei estadual nº 4810, de 14 de dezembro de 1995, desmembrado de Demerval Lobão e Beneditinos. Sede no atual distrito de Lagoa do Piauí ex-povoado de Lagoa do município de Dermerval Lobão. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1997.

Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: lagoense

Tendo como limites ao norte os municípios de Demerval Lobão, Altos e Beneditinos, ao sul Monsenhor Gil, a leste Beneditinos, e a oeste Demerval Lobão e Teresina.

MIGUEL LEÃO - Localiza-se a 88 quilômetros da Capital Teresina, a uma latitude 05º40'50" sul e a uma longitude 42º44'19" oeste, estando a uma altitude de 185 metros. Sua população em 2010 era de 1.253 habitantes, segundo o censo do IBGE. Possui uma área de 93,514 km².

A criação do município está diretamente ligado a figura do comerciante Miguel de Arêa Leão nos anos de 1930 que instalou ali uma fazenda de gado e uma pequena industria para fabricação de aguardente e rapadura, além de beneficiamento de madeira e algodão. A atividade de Miguel Arêa Leão empregava cerca de 150 pessoas. A maioria das famílias foi atraída pelo emprego e lá fixaram residência, iniciando assim um pequeno povoado que foi se desenvolvendo.

Quando morreu, seu filho, Altamiro de Arêa Leão doou 150 hectares de terras na localidade Estrela, para a instalação da sede do município. Em 1963, o povoado passou a município com o nome em homenagem ao homem mais rico da região.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Miguel Leão, pela lei estadual nº 2351, de 5 de dezembro de 1962, desmembrado de Guadalupe. Sede no atual distrito de Miguel Leão ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 30 de dezembro de 1963.

Em divisão territorial datada de 31 de julho de 1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: leonino

Limita-se com os municípios de Monsenhor Gil e Curralinhos ao norte, ao sul com Agricolândia e São Pedro do Piauí, a oeste com São Pedro do Piauí e Curralinhos e, a leste com Lagoinha do Piauí. 

MONSENHOR GIL - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º33'51" sul e a uma longitude 42º36'28" oeste, estando a uma altitude de 116 metros, no Território de Desenvolvimento 4 - Entre Rios, Macrorregião Meio Norte Piauiense. Sua população, segundo o censo do IBGE em 2010 era de 10.333 habitantes. Possui uma área de 568,728 km². Foi criado em 1963.

O povoamento do Município girou em torno da vida religiosa do Monsenhor Gil, natural da Cidade. Filho de família abastada, com 25 anos ordenou-se sacerdote em Roma, na Itália. Em 1880, retornou ao Brasil, onde foi sagrado cônego.

Com o falecimento de seu pai, o Monsenhor herdou, além de outros bens, a Fazenda Lajes.

Através de leilões, donativos e auxílios do governo, construiu a igreja do Menino Deus, considerada, na época, verdadeiro monumento.

Decorridos alguns anos, Monsenhor Gil doou à Igreja, com o nome de Natal, a fazenda Lajes e todo o seu patrimônio, inclusive a casa onde residiram seus pais, hoje Casa Paroquial.

Depois da doação, várias famílias, atraídas pela gratuidade da posse da terra, ali se instalaram e construíram casas e estabelecimentos comerciais. Surgiu assim o povoado Natal.

Em 1884 Monsenhor Gil conseguiu, junto às autoridades, a elevação do povoado à categoria de Vila, Freguesia e Paróquia, desmembrando-o das paróquias vizinhas.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Monsenhor Gil, lei estadual nº 2533, de 6 de dezembro de 1963, desmembrado de Teresina. Sede no atual distrito de Monsenhor Gil expovoado.

Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de janeiro de 1967. Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Limita-se com os municípios de Lagoa do Piauí ao norte, ao sul com Miguel Leão, Beneditinos, Barro Duro, Lagoinha do Piauí e Olho D'Água, a oeste com Teresina e Curralinhos e, a leste com Beneditinos e Lagoa do Piauí.

Gentílico: Monsenhor-Gilense

Aglomerado 9

 AGRICOLÂNDIA - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º47'56" sul e a uma longitude 42º40'08" oeste, estando a uma altitude de 230 metros. Sua população em 2010 era de 5 098 habitantes. Possui uma área de 112,424 km².

O município de Agricolândia originou-se da Fazenda Feitoria, tradicionalmente conhecida como Feitoria dos Leal. Em torno da Feitoria dos Leal, outras fazendas foram instaladas, as quais atraíram grande números de trabalhadores de outros lugares.

O núcleo foi se transformando em ritmo acelerado e dentro de pouco tempo já possuía as características de povoado.

O sentimento de religiosidade desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da Agricolândia. Em 1940, por iniciativa de grupos católicos, foi construída a primeira capela, em homenagem à Nossa Senhora da Conceição hoje padroeira da cidade.

Tendo atingido alto índice de desenvolvimento, as lideranças locais organizaram um movimento visando à sua emancipação política, o que foi obtido em 1962 com a criação do município, que recebeu o nome de Agricolândia, em decorrência da região, essencialmente agrícola.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Agricolândia, pela lei estadual nº 2369, de 5 de dezembro de 1962, desmembrado de São Pedro do Piauí. Sede no atual distrito de Agricolândia. Constituído do distrito sede. Instalado em 30 de dezembro de 1962.

Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: agricolandiense

Limita-se com os municípios de Miguel Leão ao norte, ao sul São Pedro do Piauí e Lagoinha do Piauí, a leste Lagoinha do Piauí e a oeste São Pedro do Piauí. 

ÁGUA BRANCA - O município tem 16.451 habitantes e 97,040 km². Foi criado pela Lei Estadual Nº 979, de 30 de abril de 1954. Considerada a capital econômica da região, o comércio é a sua principal atividade econômica. Destaque para o carnaval, considerado um dos melhores do estado e que movimenta a economia local.

Em 1877, os irmãos José Miguel, Antônio Miguel, Joaquim Floriano e João Ferreira chegaram a uma região chamada Lagoa da Vida para fugir da seca que assolava os moradores do Estado vizinho - Ceará. Eles se agregaram às terras do Major Antônio Pereira Lopes e formaram um patrimônio que mais tarde ajudou na formação da sede municipal.

O município está localizado no Território de Desenvolvimentp 4 - Entre Rios, tendo como limites os municípios de Monsenhor Gilao norte, ao sul São Gonçalo do Piauí e Hugo Napoleão, a leste Barro Duro e a oeste Agricolândia e São Pedro do Piauí. 

AMARANTE - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 06º14'28" sul e a uma longitude 42º51'17" oeste, estando a uma altitude de 104 metros. Sua população em 2010 era de 17.135 habitantes. Possui uma área de 1 155,197 km². Amarante fica à beira do rio Parnaíba.

A Região era habitada pelos índios acoroás, até que, em 1699, chegaram em seu território os primeiros colonizadores, iniciando o povoamento do atual Município.

O desbravamento foi difícil, em virtude da hostilidade dos nativos, ocorrendo conflitos sucessivos, solucionados, em 1751, quando os jesuítas aldearam os acoroás, na localidade denominada São José.

Com a expulsão dos jesuítas e incorporação de seus bens à Coroa, reiniciaram-se as lutas entre colonizadores e índios. Em 1771, O Governador Gonçalo Lourenço Botelho de Castro concedeu paz aos gentios e os localizou Em São Gonçalo, denominação dada em homenagem ao Governador.

Em 1832, foi criada a Vila de São Gonçalo e, em 1861, foi transferida a Sede Municipal e a Paroquial para o Porto de São Gonçalo do Amarante.

Progresso e desenvolvimento comercial, para o que muito contribuiu o rio Parnaíba, como veículo de comunicação, fez com que, em 1871, a vila fosse elevada à categoria de cidade, com o topônimo de Amarante.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de São Gonçalo, pela previsão Régia de 7 de setembro de 1801, subordinado ao município de Jerumenha e Velença.

Elevado à categoria de vila com a denominação de São Gonçalo, pelo decreto de 6 de julho de 1832, desmembra dos municípios de Jerumenha e Valença. Sede na vila de São Gonçalo. Constituído do distrito sede. Instalado em 10 de novembro de 1832.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Amarante, pela Resolução provincial nº 734, de 4 de agosto de 1871.

Pela lei provincial nº 751, de 26 de agosto de 1871, é criado o distrito de Regeneração e anexado ao município de Amarante. Pela lei provincial nº 896, de 23 de julho de 1875, desmembra do município de Amarante o distrito de Regeneração. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 35, de 26 de junho de 1894, desmembra do município de Amarante o distrito Belém.

Elevado à categoria de município. Sob a mesma é criado o distrito.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Pelo decreto estadual nº 1279, de 26 de junho de 1931, o município de Amarante adquiriu os extintos o município de Belém e Regeneração.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Amarante, Belém e Regeneração.

Pelo decreto estadual nº 1478, de 4 de setembro de 1933, desmembra do município de Amarante o distrito de Belém, sendo seu território anexado ao muincípio de São Pedro.

Pelo decreto estadual nº 1519, de 15 de fevereiro de 1934, desmembra do município de Amarante o distrito de Regeneração. Elevado novamente à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica municipal de São Gonçalo para Amarante alterado, pela resolução provincial nº 734, de 4 de agosto de 1871.

Gentílico: amarantino

Tem como limites os municípios de Palmeirais e Angical do Piauí ao norte, ao sul Floriano e Francisco Ayres, a leste Angical, Regeneração e Arraial, e a oeste o estado do Maranhão.

ANGICAL DO PIAUÍ - O município tem 6 672 habitantes em 2010 e 223,434 km². Foi criado em 1954. Limita-se com os municípios de Palmeirais e São Pedro do Piauí ao norte, ao sul Amarante, Regeneração e Jardim do Mulato, a leste Santo Antônio dos Milagres e Jardim do Mulato, e a oeste Amarante. Seu posicionamento geográfico é favorável em vários aspectos, pois encontra-se na região central do Médio Parnaíba, é uma cidade bastante visitada nos períodos festivos: angifolia (carnaval fora de época), carnaval, semana santa, aniversário da cidade e festejo.

Sua principal atividade econômica é o comércio, além de outras atividades de pequeno porte como a agricultura e a pecuária. No mês de Julho comemora-se o aniversário da cidade e em setembro os festejos da padroeira de Nossa Senhora do Rosário.

A cidade possui muitas áreas de lazer. No mês de carnaval desfila o Bloco do Zé Pereira, (homens vestidos de mulher), bloco tradicional da Rua Marcelino Sousa (Rua das Areias), que desfila em direção ao centro da cidade animando a multidão que segue o bloco. No mês de janeiro ocorre um carnaval fora de época já consagrado na cidade, o angifolia, que conta com o desfile de dois blocos, "To atoah" e "Papacana".

A Região de Angical do Piauí teve como primeiros habitantes os índios-pilões, cujos vestígios, tais como: cercas de pedras, furnas e pilões, ainda existem.

Três famílias tradicionais - Gomes, Santos e Soares - sucederam aos índios. Os Gomes, originários do Ceará, foram, inicialmente, representados pelo coronel João Gomes Gonçalves Lemos; os Santos pertenciam à própria localidade e os Soares, procedentes do Maranhão, tiveram como primeiro representante o major Inácio Soares do Nascimento.

Somente em 1944, por iniciativa de Joaquim Gomes da Costa, foi erigida a primeira capela do local, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário.

Atraída pela fertilidade do solo, muita gente para lá afluiu.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Angical do Piauí, pela lei estadual nº 1054, de 24 de julho de 1954, desmembrado de Amarante. Sede no atual distrito Angical do Piauí ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 24 de dezembro de 1955.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: angicalense

BARRO DURO - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º49'01" sul e a uma longitude 42º30'47" oeste, estando a uma altitude de 200 metros. Sua população em 2010 era de 6 607 habitantes. Possui uma área de 131,119 km².

O município de Barro Duro foi originado através do povoado Cantinho por volta de 1924, teve como primeiros moradores os Senhores: João Pinheiro, Florêncio da Luz, Manoel Soares Teixeira e Raimundo Borges Pimentel.

Em 1934, foi elevado a categoria de povoado, devido a desentendimentos entre os velhos moradores. O sr. João Pinheiro, acreditando no desenvolvimento da povoação, doou uma faixa de terras distantes do povoado Cantinho, foi construída uma capela e originou-se daí, a futura povoação que pertencia ao município de Água Branca. A feira realizada aos domingos tinha grande movimento, seu primeiro comerciante foi o sr. Aristóteles Tavares, seguido do sr. Gonçalo Ayres Cavalcante.

Como povoado de Água Branca elegem-se seus representantes na Câmara de Vereadores daquela cidade, os srs. Francisco Tavares de Oliveira e Oscar Ayres Matos. O movimento de emancipação política teve como líderes os srs. Gonçalo Ayres Filho, Francisco José de Carvalho, Joaquim Gomes, Benedito Alves da Luz, Francisco Tavares de Oliveira e Oscar Ayres Matos.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município com a denominação de Barro Duro, pela lei estadual nº 2360, de 5 de dezembro de 1962, desmembrado de Água Branca. Sede no atual distrito de Barro Duro ex-povoado.

Constituído do distrito sede. Instalado em 30 de dezembro de 1962.

Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: barro-durense

Limita-se ao norte os municípios de Monsenhor Gil e Beneditinos, ao sul e a leste os municípios de Passagem Franca do Piauí e Olho D'água do Piauí, e a oeste Olho D'água do Piauí. 

HUGO NAPOLEÃO - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º59'19" sul e a uma longitude 42º33'22" oeste, estando a uma altitude de 232 metros. Sua população apurada pelo IBGE em 2010 era de 3.771 habitantes.

O nome atual do município não tem nenhuma ligação com sua origem. O nome original era Lagoinha dos Mota, em virtude de uma fazenda existente na área cujo proprietário chamava-se Dorotéo da Mota.

Quando surgiu a idéia de transformar o povoado em cidade veio a necessidade de erguer as edificações em outro ponto que não fosse tão próximo da lagoa. Ainda hoje na cidade existe o bairro Lagoinha dos Mota, onde tudo começou no início do século XIX.

O primeiro registro para emancipar "Lagoinha" data de 1920. Os primeiros moradores do povoado foram Manoel Raimundo Costa, Mariano Gomes da Costa e Elizeu que foi o primeiro comerciante da área.

Lagoinha só conseguiu sua autonomia administrativa em 1963. A ela foi dado o nome oficial de Hugo Napoleão, em homenagem a um embaixador Americano casado com uma piauiense.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Hugo Napoleão, pela lei estadual nº 2512, de 2 de dezembro de 1963, desmembrado de Regeneração. Sede no atual distrito de Hugo Napoleão ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de abril de 1964.

Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: hugo-napoleonense

Tem como limites ao norte os municípios de Água Branca e Olho d'Água do Piauí, ao sul Jardim do Mulato, a leste Passagem Franca do Piauí, e a oeste Jardim do Mulato e São Gonçalo do Piauí. 

JARDIM DO MULATO - Localiza-se a uma latitude 06º05'56" sul e a uma longitude 42º37'49" oeste, estando a uma altitude de 0 metros. Sua população, segundo o IBGE em 2010 era de 4 309 habitantes.

Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Jardim Mulato, pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições constitucionais transitórias, da constituição estadual de 5 de outubro de 1989, com o topônimo, área territorial e limites estabelecidos pela lei estadual nº 4477, de 29 de abril de 1992, desmembrado de Regeneração. Sede no atual distrito de Jardim Mulato ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1993.

Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: jardimulatense

Limita-se ao norte os municípios de Hugo Napoleão, Santo Antônio dos Milagres e São Gonçalo do Piauí, ao sul Regeneração, a leste Elesbão Veloso, Hugo Napoleão e Passagem Franca do Piauí, e a oeste Regeneração e Angical do Piauí. 

LAGOINHA DO PIAUÍ - Localiza-se a uma latitude 05º49'52" sul e a uma longitude 42º37'24" oeste, estando a uma altitude de 240 metros. De acordo com o IBGE em 2010, sua população era de 2.6596 habitantes.

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Lagoinha do Piauí pela lei estadual nº 4810, de 14 de dezembro de 1995, desmembrado de Água Branca e Agricolândia. Sede no atual distrito de Lagoinha do Piauí ex-povoado de Lagoinha do município de Água Branca.

Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1997.

Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: lagoinense

Limites ao norte os municípios de Demerval Lobão, Altos e Beneditinos, ao sul Monsenhor Gil, a leste Beneditinos, e a oeste Demerval Lobão e Teresina. 

OLHO D'ÁGUA DO PIAUÍ - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º50'29" sul e a uma longitude 42º34'30" oeste, estando a uma altitude de 235 metros. Segundo o censo do IBGE em 2010, sua população era de 2 626 habitantes. Possui uma área de 219,597 km².

Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Olho d`Água do Piauí, pela lei estadual nº 4810, de 14 de dezembro de 1995, desmembrado de Água Branca, Barro Ouro e Monsenhor Gil.

Sede no atual distrito de Olho d'Água do Piauí ex-povoado de Olho d'Água do município de Água Branca. Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1997.

Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: olho d'aguense

Tem como limite os municípios de Monsenhor Gil a norte, a sul, Hugo Napoleão e Passagem Franca do Piauí, a oeste, Água Branca e Lagoinha do Piauí e, a leste, Barro Duro. 

PALMEIRAIS - Localiza-se a uma latitude 05º58'40" sul e a uma longitude 43º03'48" oeste, estando a uma altitude de 85 metros. Sua população em 2010 era de 13 745 habitantes.

Almir Soares do Nascimento, descendente de português e cearense, foi o desbravador do lugarejo que mais tarde viria ser o povoado Porto das Queimas e posteriormente o município de Palmeirais. Habitava o lugarejo alguns silvícolas descendente da tribo originaria de São Gonçalo, pequeno núcleo que pertencia a Amarante. Almir Soares do Nascimento, mercê de sua inteligência e comprovado espírito de liderança, conseguiu impor aos indígenas e passou a orienta-los no sentido de construir ali um povoado progressista e acima de tudo trabalhador. O lugarejo passou a denominasse Porto das Queimadas. Uma das principais providencias de seu líder, foi a instalação de uma feira aos domingos, onde o comercio era desenvolvido em ritmo crescente. A ela comparecia habitantes de toda região, que vendia os seus produtos agrícolas e adquiriam toda a sorte de utilidades.

Considerando a fertilidade da terra, que facilitava ótimas plantações e colheitas de cereais e frutas, inclusive oferecendo condições para a criação de gado, cuja produção escoava-se para Teresina, o povoado foi chamando a atenção de moradores de outras regiões, que para lá se transferiram. Pela Lei nº 35, de 26 de junho de 1884, Porto das Queimadas foi elevado à categoria de vila município, com a denominação de Belém. Foi instalado oficialmente a 21 de julho do mesmo ano. O município de Natal, mesma data foi extinto, tendo grande parte do seu território sido anexado ao novo município de Belém. Alguns anos mais tarde, 1912, pela Lei nº 720, de 19 de julho, foi extinto o município de Belém, sendo o seu território anexado ao do povoado São Pedro que, em conseqüência foi elevado a município. Doze anos depois, pela, Lei estadual nº 1.090, de 11 de julho de 1924, Belém readquire sua autonomia administrativa, sendo reinstalada a 22 de março de 1925. Em 1931, pelo Decreto Estadual nº 1.279, de 26 de junho de 1931, Belém voltou a perder sua autonomia, passando a integrar, como simples distrito de Amarante. Dois anos depois, a 4 de setembro de 1933, pelo Decreto Estadual nº 1.478, Amarante e São Pedro permutou o distrito de Belém com a Data Angical. Finalmente a 4 de outubro de 1934, pelo Decreto Estadual nº 1.589, readquiriu definitivamente sua autonomia política. Foi elevada a autonomia de cidade, através do Decreto Estadual nº 147, de 15 de dezembro de 1938. Foi instalada solenemente a 1º de janeiro de 1939.

Em virtude da proibição por Lei Federal, da duplicidade de nomes das vilas e cidades brasileiras, Belém passou a se chamar Palmeirais, por decorrência do Decreto Lei Estadual nº 754, de 30 de dezembro de 1943. a capital paraense por ser mais antiga e desenvolvida, mereceu a primazia de permanecer com seu nome original. Pelo mesmo Decreto-lei, Palmeirais foi elevada a Comarca, sendo desmembrada da jurisdição de Amarante à qual pertencia.

Situação geográfica – encontra-se no Território de Desenvolvimento Entre Rios, na Macrorregião Meio Norte piauiense, sendo seus limites: Teresina, São Pedro do Piauí, Angical do Piauí, São Francisco e Parnarama no estado do Maranhão na margem oposta do rio Parnaíba que faz o limite. Este limite sofreu mudanças com a criação do município de Curralinho e Nazária o mais novo município do estado.

Área – ocupa o 56º lugar em extensão territorial no estado, com 1. 516 Km2 (numero também com alteração devido a criação do município de Curralinho).

Clima – agradável com máxima de 35º e mínima 21º.

Acidente geográficos – o Parnaíba é o maior rio do município, fazendo divisa com o estado do Maranhão. Riachos principais: Cadoz, Fundo, dos Negros e Corrente (onde tem bonita queda d’água), que não secam por ocasião do verão e mais os riachos do Alegre e Coroatá que secam. Lagos que não secam e merecem destaques: Ininga, Grande, da ilhota, e a do Matriz. Como acidente orográficos, destaca-se as serras Buraqueira, da Solta, da Mangaba, Jacarandá e da Condonga.
Alguns dos seus povoados mais importantes – São Joaquim, Castelhano, Cirurgião, Veneza, Cafundó, são Vicente de Fora, Espírito Santo, Barreiras.
 

Economia e finanças – a agropecuária é o verdadeiro sustentáculo do município de Palmeirais. Destaca-se na Laura de Arroz, milho, feijão, mandioca, cana de açúcar. Os excedentes de sua produção são exportados par Tersina, Angical, São Pedro, Amarante.
 

Rebanho da época – Bovino, Caprino, Asininos, Ovinos, Muares, Suínos, Eqüinos, Aves. Comercio local mantém transações com as praças de Teresina, Recife e Fortaleza. O movimento bancário era feito em Teresina, onde são recolhidos também os tributos federais, hoje atravez do banco postal e um ponto de apoio da Caixa Econômica Federal ( Casa lotérica).

Outros aspectos – o município de Palmeirais, conta com um agradável recanto turístico: a queda d’água no riacho corrente, próximo a cidade formando uma piscina natural que chama a atenção de seu moradores e visitantes. Ali aos domingos e feriados reuni-se grade multidão para desfrutar das delicias que a natureza pródiga ofertou. Temos também no centro da cidade um riacho Cadoz o balneário passagem molhada um agradável opção de lazer para população. Ainda contamos com um sitio arqueológico pouco conhecido e explorado o morro do retrato com algumas figuras rupestre que futuramente postarei aqui nesta página. O carnaval da cidade a cada ano esta crescendo e atraindo muitos foliões. Um outro momento de muita concentração e fé são os festejos da padroeira Nossa senhora da Conceição, que acontecem a partir do dia 29 de novembro a oito de dezembro.

Acidentes geográficos – O Parnaíba é o maior rio do município, fazendo divisa com o estado do Maranhão. Riachos principais: Cadoz, Fundo, dos Negros e Correntes (onde tem bonita queda d’água), que não secam por ocasião do verão e mais os riachos do Alegre e Coroatá que secam. Lagos que não secam e merecem destaques: Ininga, Grande, da ilhota, e a do Matriz. Como acidente orográficos, destaca-se as serras Buraqueira, da Solta, da Mangaba, Jacarandá e da Condonga. Alguns dos seus povoados mais importantes – São Joaquim, Castelhano, Capumba, Cirurgião, Veneza, Cafundó, são Vicente de Fora, Espírito Santo, Barreiras.

 

Gentílico: palmeirense

Limita-se com os municípios do estado do Maranhão e Teresina ao norte, ao sul o estado do Maranhão e Amarante, a leste São Pedro do Piauí, Angical e Curralinhos, e a oeste o estado do Maranhão.

PASSAGEM FRANCA DO PIAUÍ - A sede municipal tem as coordenadas geográficas de 05 o51’30” de latitude sul e 42 o26’23” de longitude oeste e dista 102 de Teresina, compreendendo uma área irregular de 849,604 km².

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Passagem Franca, pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições constitucionais transitórias, da constituição estadual de 5 de outubro de 1989, com topônimo, área territorial e limites estabelecidos pela lei estadual nº 4477, de 29 de abril de 1992, desmembrado de Barro Duro, Beneditinos e Elesbão Veloso. Sede no atual distrito de Passagem Franca do Piauí ex-povoado de Passagem Franca do município de Barro Duro. Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1993.

Em divisão territorial datada de 1° de junho de 1995, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: passagemfranquense

Passagem Franca do Piauí limita-se com os municípios de Beneditinos ao norte, ao sul com Jardim do Mulato, Elesbão Veloso e Hugo Napoleão, a oeste com Barro Duro, Hugo Napoleão e Olho D'água do Piauí e, a leste com São Miguel da Baixa Grande, Elesbão Veloso e São Felix do Piauí.

REGENERAÇÃO - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 06º14'16" sul e a uma longitude 42º41'18" oeste, estando a uma altitude de 164 metros. Sua população em 2010 era de 17 556 habitantes.

As Origens de Regeneração remontam ao ano de 1772, quando os índios gueguezes e acoroás, expulsos de suas terras, situadas às margens dos Rios Parnaíba e Uruçuí, por ordem do Governador Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, foram aldeados na missão criada à margem direita do Riacho do Coco, hoje Mulato, com a denominação de São Gonçalo do Amarante, homenagem ao santo de igual nome.

Os índios passaram a ser mantidos pela Fazenda Real, com a participação de particulares. Como as despesas se tornaram insuportáveis, o governador cortou a ajuda para manutenção e determinou que os criadores das vilas de Campo Maior, Marvão e Parnaíba contribuíssem para o sustento dos índios.

Sem a ajuda oficial, os índios passaram a viver como indigentes, culminando com a fuga dos acoroás da aldeia para se refugiarem na missão de São José do Curo, donde o ajudante, Félix do Rêgo Castelo Branco, os reconduziu a São Gonçalo.

Em 1773, a aldeia contava com uma população superior a 300 índios, sob a direção do Coronel João do Rêgo Castelo Branco. Em 1778 e 1780, ocorreram as últimas rebeliões dos índios gueguezes.

A aldeia desenvolvia-se, quando recebeu a anexação da missão de São João do Sende.

A capela de São Gonçalo do Amarante, o Padroeiro da Cidade, foi construída em 1789, onde foi criada a Paróquia de igual topônimo, desmembrada de Oeiras.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de São Gonçalo de Regeneração, pela lei provincial nº 751, de 26 de agosto de 1871.

Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Regeneração, pela lei provincial nº 896, de 23 de julho de 1875, desmembrado de Amaraante. Sede no atual distrito de Regeneração ex-São Gonçalo de Regeneração. Constituído do distrito sede. Instalado em 2 de dezembro de 1882.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Pelo decreto-lei estadual nº 1279, de 26 de junho de 1931, é extinto o município de Regeneração, sendo seu território anexado ao município de Amarante, como simples distrito.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Regeneração figura como distrito de Amarante.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Regeneração, pelo decreto estadual nº 1519, de 15 de fevereiro de 1934, desmembrado de Amarante. Sede no antigo distrito de Regeneração constituído do distrito sede. Reinstalado em 29 de março de 1938.

Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica distrital São Gonçalo da Regeneração para simplesmente Regeneração alterado, pela lei provincial nº 896, de 23 de julho de 1875.

Gentílico: regenerense

Tem como limites com os municípios de Angical do Piauí, Jardim do Mulato a norte, a sul com Arraia, a oeste com Amarante e, a leste, com Elesbão Veloso e Francinópolis. 

SANTO ANTÔNIO DOS MILAGRES - Localiza-se a uma latitude 06º02'49" sul e a uma longitude 42º42'35" oeste, estando a uma altitude de 240 metros. Sua população em 2010 era de 2 059 habitantes.

Possui uma área de 33,147 km². Além da sede do município, situada no antigo povoado Canto, Santo Antônio dos Milagres possui ainda quatro povoados: Brejinho, Carrapato, Chapada do Genésio e Chapada dos Negros.

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Santo Antônio dos Milagres, pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições transitórias da Constituição estadual de 5 de outubro de 1989, com topônimo, área territorial e limites estabelecidos pela lei estadual nº 4810, de 14 de dezembro de 1995, desmembrado de São Gonçalo do Piauí. Sede no atual distrito de Santo Antônio dos Milagres ex-povoado de Canto. Constituído do distrito sede. Instalado em 1° de janeiro de 1997.

Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: santoantonhense 

SÃO GONÇALO DO PIAUÍ - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º59'36" sul e a uma longitude 42º42'10" oeste, estando a uma altitude de 270 metros. Na última contagem realizada pelo IBGE em 2010, sua população era 4.754 habitantes. Possui uma área de 150,215 km². Em plebiscito realizado em 1995 um de seus distritos, o povoado Canto, foi emancipado e se tornou o município de Santo Antônio dos Milagres.

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de São Gonçalo do Piauí, pela lei estadual nº 2511, de 30 de novembro de 1963, desmembrado de Regeneração. Sede no atual distrito de São Gonçalo do Piauí ex-povoado de São Gonçalo. Constituído do distrito sede. Instalado em 30 de março de 1964.

Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Gentílico: são-gonçalense

O município de São Gonçalo está limitado com os municípios de Água Branca e São Pedro do Piauí a norte, a sul com Jardim do Mulato e Santo Antonio dos Milagres, a oeste com São Pedro do Piauí e Santo Antonio dos Milagres e, a leste com Hugo Napoleão.

SÃO PEDRO DO PIAUÍ - é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 05º55'46" sul e a uma longitude 42º43'07" oeste, estando a uma altitude de 264 metros. Na última contagem realizada pelo IBGE em 2010, sua população era de 13 639 habitantes. Possui uma área de 518,285 km².

Município pacato com grandes possibilidades no setor da agricultura e pecuária. Possui uma boa infraestrutura de estradas e transportes, educação e assistência médica. De maioria católica praticante, sua principal festa é a do padroeiro São Pedro. Lugar rico em tradições culturais como reizado, festa do Divino, dança de São Gonçalo e São Benedito dentre outras. Dentre as muitas personalidades que nasceram neste município, destacam-se pela cultura e prestação de serviços ao povo do Piauí: Padre Raimundo José Aires Moraes Soares, Monsenhor Moraes, Padre Tony Batista, Irmã Maura Maria e Frei Francisco Lopes.

Não são precisas as notícias sobre o devassamento do território do atual Município, constando tenha sido realizado pelos jesuítas.

Os primeiros habitantes dedicaram-se ao cultivo da terra, que apresentava excelentes condições, especialmente para a cultura do arroz. Esse fator atraiu moradores de outras regiões, destacando-se os do Ceará, seguidos dos de Pernambuco e da Paraíba.

A composição heterogênea da população provocou alguns conflitos, que não detiveram, contudo, o crescimento do povoado, conhecido como São Pedro.

Em 1884, a localidade passou a pertencer ao recém-criado município de Belém, hoje Palmeirais, com território desmembrado do município de Amarante.

Em 1912, foi extinto o município de Belém e anexado ao de São Pedro do Piauí, criado na mesma época. Extinto em 1931, restaurado em 1933, São Pedro do Piauí foi elevado à categoria de Cidade, em 1937.

A construção da rodovia PI-4, inaugurada em 1947, com traçado cortando o seu território, trouxe novo surto de progresso, facilitando, especialmente, o escoamento da produção.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Belém, pela lei municipal nº 1, de 9 de janeiro de 1893.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Belém, pela lei estadual nº 35, de 26 de junho de 1894, desmembrado de Amarante. Sede na povoação de Belém. Instalado em 21 de julho de 1894.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei estadual nº 720, de 19 de julho de 1912, transfere a sede da povoação de Belém para a de São Pedro. Pelo decreto estadual nº 1279, de 26 de junho de 1931, o município é extinto, sendo seu território anexado ao município de Amarante.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de São Pedro pelo decreto nº 1478, de 4 de setembro de 1933.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 754, de 30 de dezembro de 1943, o município de São Pedro passou a denominar-se São Pedro do Piuaí.

Em divisão territorial datada de 1° de julho de 1960, o município de São Pedro do Piauí ex-São Pedro é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica municipal São Pedro para São Pedro do Piauí, alterado pelo decreto estadual nº 759, de 30 de dezembro de 1943.

Transferência de sede. Pela lei estadual nº 720, de 19 de julho de 1912, transfere a sede da povoação de Belém para de São Pedro.

Gentílico: são-pedrense

Tem como limite os municípios de Curralinho e Miguel Leão ao norte, ao sul Angical, São Gonçalo do Piauí e Santo Antonio dos Milagres, a leste Água Branca, São Gonçalo do Piauí, Agricolândia e Lagoinha do Piauí e, a oeste com Palmeirais.

 

Fonte:

http://www.45graus.com.br/palmeirais-e-sua-historia,palmeirais,17593.html


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